gralhaO evento começou no início da década de 80 como uma mostra de campo, denominada Festa do Interior, que constituía num aglomerado de boxes típicos de costaneiras, muitos deles cobertos de esteiras e taquaras, de folhas de xaxim e até mesmo de butiazeiros. Nos boxes eram servidos e vendidos pratos típicos, salgados, quentes, frios, doces caseiros, bebidas, paçoca de pinhão, etc. As atrações ficavam por conta de apresentações nativistas, bailes, domingueiras e outras como torneio de laço, concursos, trovas e missa campeira (crioula).

De uma mostra de campo tímida, a Festa do Pinhão tornou-se um evento indispensável no calendário turístico de Santa Catarina. O que era apenas uma manifestação da cultura lageana se transformou numa festa nacional que atrai todos os anos mais de 300 mil pessoas. Hoje o evento movimenta todo o setor econômico da Serra Catarinense. Durante os meses que a antecedem, a Comissão Central Organizadora, juntamente com iniciativa privada e a comunidade, trabalham para que nos dez dias de festa os participantes e visitantes aproveitem ao máximo as diversas atrações turísticas, culturais, gastronômicas e campeiras.

O símbolo da festa é a Gralha Azul, ave responsável pela reprodução da araucária, que produz o pinhão. Este pássaro que se alimenta da semente da araucária angustifólia (pinheiro brasileiro), da mesma forma como fazem outras espécies da fauna regional. Ela costuma armazenar o pinhão em tocas de tatu ou enterra superficialmente a semente em locais ermos dos campos, disseminando dessa forma o pinheiro brasileiro.